sábado, 2 de agosto de 2008

Para um Rei, sem festejos...

Hoje completa-se 19 anos que Luiz Gonzaga não algazarra por aqui com suas letras e músicas tão capciosas como preciosas e maestrais que o garantiram de ser o Rei do Baião. Este pernambucano, natural de Exu, município localizado no sopé da Serra do Araripe, faleceu em 02 de Agosto de 1989, já debilitado pela pneumonia. Grande musico e um dos responsáveis pela implementação da música nordestina e suas raízes ao cotidiano da nação, Luiz Gonzaga até hoje é visto como referência não só por artistas de seu mesmo estilo, mas também por outros que seguem outras tendências.

Contudo o que me intriga é o fato de tão grandessíssimo artista não ter tido, este ano, uma homenagem a sua altura. Para a lembrança não ficar vaga; acabando no vazio, apenas uma missa será realizada para este durante esta data. O que me mata de vergonha, pois aqueles que fizeram tanto que apareceram, conquistaram seu lugar tanto que angariaram seu real valor, acabam assim, no esquecimento. Vejo que hoje a memória de Luiz Gonzaga está sendo apagada por Forrós Eletrônicos, Technobregas, Swingueiras e Micaretas em geral.

Tenho orgulho de ser brasileiro, mas às vezes o povo me mata de vergonha por não darem valor ao que vem a ser de nossa cultura para com nossos valores e despreza tais conceitos para só curtir festas, encher a cara sem noção alguma, contar quantas meninas beijou numa noite e fuder sem camisinha. Isso pra mim não é coisa de garotão nem de pegador geral.É coisa de babaca! É coisa de Zé Ruela!

2 comentários:

Bruna disse...

Pois é, as pessoas esquecem.

Tenho vindo com frequência aqui, os textos estão bons, viu?

Bjs.

Déo "Neguinho Atento" disse...

Cara, Luiz Gonzaga é sem palavras. Até hoje está pra nascer. Ele foi dessas pessoas únicas no que fazem. Umas poucas assim aparecem no mundo. Na música, arte cada dia mais efêmera, ele pode ser comparado (não no sucesso mundial, mas na originalidade) a Bob Marley, Fela Kuti, e outros que são únicos e reconhecidos pelo seu próprio povo. Desses artistas de massa que trazem em si as ânsias de um povo, e não fórmulas de sucesso. Um dia fiquei triste quando eu tava na faculdade católica e na rádio interna rolava Gonzagão.. e ouvi umas meninas reclamando que aquilo era forró de museu e querendo ouvir Aviões do forró... É triste!!!

:-Déo Neguinho Atento