quarta-feira, 23 de abril de 2008

Oração a São Jorge

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós.

domingo, 20 de abril de 2008

Creative Commons: Príncipio de pirataria ou o fim das Indústrias Fonográficas?

Não vejo o Creative Commons como um processo de pirataria ou o precipício das Indústrias Fonográficas. Vejo como um meio de disponibilidade de qualquer tipo de arte que esteja veiculada ao artista para o público que seu acesso não seja de muito custo. Aí você me pergunta: Lenda, mas o que diabo é Criative Commons? E eu respondo: Criative Commons é um projeto que não visa de fins lucrativos sobre determinadas obras que tem direitos mais flexíveis. O que vai atestando contra alguns fatores que são adotados por obras que tem "todos os direitos reservados" - Copyright.


Apesar de esse projeto estar presente no Brasil, ele foi criado nos Estados Unidos, em 2001, pelo professor da Universidade de Stanford e fundador, Lawrence Lessig. Mas sua primeira licença foi publicada só em 16 de Dezembro de 2002. No Brasil este projeto é representado pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.


Lawrence Lessig





Nacionalmente, bandas como a pernambucana Mombojó é adepta ao Creative Commons tanto que disponibiliza os seus álbuns para download gratuitamente em seu website. Fernando Gabeira lançou seu último livro, Navegação na Neblina, licenciado pelo projeto. O cineasta Bruno Vianna lançou seu primeiro longa-metragem, Cafuné, também com licenciatura do Creative Commons.






Mas a questão que estou pondo em pauta é: O Creative Commons pode gerar um nível de pirataria nos países em que está agregado as legislações que ferirá tanto os princípios das Indústrias Fonográficas que causará uma "falência" a estas? Será que estamos passando de uma Era em que o CD já virou peça de Museu ou item de colecionador e está perdendo espaço para os MP3 e download? No lugar de estarmos dando dinheiro a gravadoras estamos financiando as empresas telefônicas e de banda larga?

Quer minha opinião? Primeiramente, acho que pirataria não rola. Claro! Terá sempre alguém baixando álbuns de músicas, vídeos e/ ou livros e disponibilizando para um e outro, mas não acho que isso será feito com o intuito de ganhar dinheiro (Certo! Isso também pode ser ingenuidade minha). Mas na minha sincera opinião, sou a favor da pirataria sim. É um mercado que devia ser levado em consideração, pois se trata até de um processo muito importante para artistas que não tem tanta visibilidade pelo meio e tem uma puta capacidade de se lançar. É o caso que acontece em Fortaleza-CE e em Belém-PR. A pirataria é muito grande em Fortaleza e ajuda a promover os artistas das bandas de Forró Eletrônico já que este é um estilo que tem mais ouvintes nas periferias da cidade. Não importa quão bons são os estúdios das bandas de Forró Eletrônico e quão bons são os músicos. A pirataria em Fortaleza é predominante principalmente para com este estilo de música - se é que isso é música (Ops!) -. Não diferente de Fortaleza, temos o Technobrega que vem agitando as festas de Aparelhagem de Belém e de seu resto do Estado. A divulgação do Technobrega começa mesmo no povão e depois que vai ganhando mais ouvintes em outras classes sociais. Mas o que predomina como divulgação desse estilo é a pirataria. O que vem a rolar nas festas de Aparelhagem é o que mais vem sendo tocado nas barraquinhas dos camelôs. Eu acho até mais justo já que os artistas não chegam nem a ganhar nem 10% do que são investidos em seus trabalhos.

Não é com pirataria que as gravadoras vão quebrar as pernas. Isso não tem nada haver. Elas sempre encontram um meio de sobreviverem. O que é necessário que se faça que elas entrem nesse novo mercado de MP3. Acho também uma besteira cobrar por música. Beleza! O trabalho é de melhor qualidade, mais bem feito e os artistas têm que ganharem seu pão nosso de cada dia, mas vejo a arte como algo que vem a ser liberal para gerar liberdade. Arte não é produto! Tento ver o lado dos artistas que são contra o Creative Commons, mas não consigo seguir. Eu compreendo, mas não concordo.

Imagino que sim que num futuro próximo nosso mercado atual perderá espaço para um mercado upado e downloadeado. Até porque a questão de acessibilidade quanto aos produtos é bem mais rápida e melhor que o método antigo. Pode ser que estejamos pagando o preço de um CD às empresas telefônicas, mas elas não estão explorando ninguém (ou será que estão?). Indústrias Fonográficas, não se preocupem. Sempre haverá alguém para CDs.

Eu ainda escuto CD e leio livros...

Web:
Creative Commons - http://creativecommons.org/
Creative Commons Brasil - http://www.creativecommons.org.br/

Mombojó - Nada de Novo (Aúdio do DVD)

Um dos expoentes musicais mais foda que estão saindo de Recife atualmente, o Mombojó é uma banda composta por Felipe S. (vocal), Chiquinho (teclado e sampler), Marcelo Machado (guitarra), Samuel (baixo), Vicente Machado (bateria), Marcelo Campelo (violão, cavaquinho e escaleta) e Rafa (flauta) - este falecido em Julho do ano passado -, todos excelentes músicos formados pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Com um lirismo das letras bem escritas e uma melodia que varia do agito a calmaria, o Mombojó se faz uma das bandas mais importantes não só do cenário pernambucano, mas também do cenário tido como alternativo nacional. Com dois discos na bagagem - Nada de Novo (2004) e Homem-Espuma (2006), a banda mostra para que veio com músicas muito bem trabalhadas.

Este aúdio foi capturado do DVD dos caras que foi gravado no Itaú Cultural em São Paulo logo antes deles gravarem seu 2º álbum e conta com participações dos também pernambucanos Tiago (Variant) e Karina Buhr (Comadre Fulozinha) - esta numa cover de Chico Science & Nação Zumbi.

A banda é também adepta do Creative Commons tanto que disponibiliza em seu site os seus dois CDs para download no free; de grátis.

Vale muito a pena curtir Mombojó. É uma banda de muito conceito. Claaaaaaasse!!!

Mombojó - Nada de Novo (Aúdio do DVD)

Lista:
01 - Discurso Burocrático
02 - A Missa
03 - Merda
04 - Adelaide
05 - Anarquia
06 - Estático
07 - Cabidela (Vermelho)
08 - Absorva
09 - O Céu, O Sol, O Mar
10 - Juízo Final
11 - Splash Shine
12 - Faaca
13 - Baú
14 - La Bundaracha
15 - Singular
16 - Duas Cores
17 - Nem Parece
18 - Amor De Muito
19 - Realismo Convicente
20 - Deixe Se Acreditar

sábado, 19 de abril de 2008

Índio

por A Lenda

Vida de pesca. Vida de caça.
Enfeites, colares.
Urucu pra representar a raça.
Guerreiros com as lanças aos ares.

Índio é índio.

Um povo que cabe
de tantos Pataxô, Tupi, Guarani.
Aldeia alegra se sabe
que tua terra é aqui.

Índio é índio
Ser índio é lindo.

Planet Hemp - Hemp New Year (1996)

Este é o predescessor de Usuário e o antescessor de Os Cães Ladram, mas a Caravana Não para. Este álbum traz remixes, músicas ao vivo e versões das primeiras músicas da banda. Uma raridade pra quem curte a banda. Clássicasso da (ben)dita Hemp Family. É curtir fazendo a cabeeeeça, broder!

Planet Hemp - Hemp New Year:

Lista:
01 - Dig Dig Hempa (Remix)
02 - Legalize já (Remix)
03 - Mantenha o Respeito (Ao vivo - RJ)
04 - Legalize Já (Ao vivo - RJ)
05 - Mary Jane (Ao vivo - RJ)
06 - Phunky Buddha (Demo Tape - 93)
07 - RAPROCKNROLLPSICODELIAHARDCORERAGGA (Demo Tape - 93)
08 - Mary Jane

O Dragão da Maldade contra O Santo Guerreiro

Esse filme é muito viagem! Filme de 1969 de Glauber Rocha trazendo de volta o personagem de Antônio das Mortes (Maurício do Valle), o matador de cangaceiros. O filme relata a história do povo do sertão nordestino que encabeçados pelo cangaceiro Coirana que chega a cidade com o intuito de tomar as terras do Coronel para si e seu povo. A música e os versos são pontos fortes no filme - principalmente o duelo de versos entre o cangaceiro Coirana e Antônio das Mortes.

Glauber Rocha fez dirigiu mais uma obra-prima do cinema nacional e sua visão fôra muito condizente como demonstrou a vida e os costumes do sertanejo nordestino e a reviravolta que a história dá. Excelente filme trazendo também no elenco Odete Lara, Othon Bastos, Hugo Carvana, Rosa Maria Penna, Lorival Pariz e Jofre Soares.

Filme muito claaaaaasse!!! Du caralho! Eu recomendo de veras. Quem puder assistir, assista que vale muito a pena, broder. Assim como tantos outros do Glauber.

Quem se interessar mais pelo trabalho dele pode acessar a página deste graaaaaande cineasta.



terça-feira, 15 de abril de 2008

Uma Questão Baudrillardiana*

O que vem a ser real hoje em dia? O mundo moderno é cheio de dissimulações e simulações quanto à questão do real. Já não sabemos mais ao certo como definir o real. Já não sabemos ao certo distinguir o real do fantasioso até porque estamos mais que normatizando um universo de simulacros para nosso bem. Em uma rápida dada por meu amigo, Guto Rafael, que disse que simulacro pode ser um "real que não é real, mas não é mentira". Como posso definir tal conceito? É como se um simulacro fosse uma extensão de nós mesmos onde projetamos a nossa imagem desejada projetando emoções e desejos nossos; assim como gostaríamos de ser. No Ciberespaço (Mundo Virtual) os simulacros são constantes. Eles podem ser representados através de fakes onde o usuário tende a projetar uma imagem que deseja para si para os olhos de outros. Muitas vezes no Ciberespaço o usuário mesmo se representa, mas sua total forma de comportamento é outra do mundo real. O que este artigo visa explorar é o fato de muitos estarem usando de simulacros para melhor passar chegando a acreditar em tais formas que tomam como a verdadeira em suas personalidades levantando a questão do que vem a ser o real hoje em dia. Será que o real deste mundo moderno em que vivemos é o que na verdade é o mundo fantasioso? O real já está perdendo seu espaço para um mundo onde todos podem projetar suas emoções e sentimentos mais reprimidos?

Deixe-me pegar alguns exemplos. O jovem Vinícius Gageiro Marques. Um adolescente de 16 anos que lia Kafka, era fã da banda Radiohead e tinha seus projetos musicais. Um adolescente prodígio diferente de muitos entre seu meio. Porém, pegaremos outro adolescente da mesma idade e intelectualidade de Vinícius chamado Yoñlu que também lia Kafka, era fã da banda Radiohead e também tinha seus projetos musicais. Mas através de algumas discussões em chats da internet que abordavam a temática do suicídio, Yoñlu tirou a própria vida em Julho de 2006, pouco mais de um mês de completar 17 anos. Uma vida que poderia ter sido de uma grandeza ao aprofundar suas aptidões artísticas. Então qual a diferença de Yoñlu para Vinícius? A fantasia e o real. Ambos eram a mesma pessoa. A diferença é que um existia no mundo real enquanto o outro fazia parte de um simulacro; uma projeção de Vinícius para o Ciberespaço. A questão maior é quem matou quem? Sim, pois já que se tratava de duas personas que por mais que de personalidades congruentes ambos já não se encontravam no mesmo plano. Um era o Jack o outro Tyler Durden (Clube da Luta - 1999). Mas até quando levamos em conta o que é o real e o que é fantasia? Quando a fantasia se torna mais real que o próprio real? Será que o problema está aí? Depois da morte de Vinícius, Yoñlu ficou mais conhecido e teve recentemente seu único trabalho realizado lançando um ábum que leva seu nome e grandes críticas (será que Yoñlu se tornou aluém maior que Vinícius?).

Outro exemplo - desta vez um mais infanto-juvenil. Vamos supor que o Super-Homem seja real; faça parte de nossa realidade. Então o que conhecemos como Super-Homem é o real, mas na verdade para ele, Lois Lane e seus pais o Super-Homem não passa de uma extensão de Clark Kent, o pacato jornalista. Porém, Clark Kent já é uma extensão de Kal-El, o último filho de Crypton. Como assim? Um simulacro pode ser um simulacro de outro? O que se passa na cabeça de uma pessoa assim? Para este personagem o real é Clark Kent, pois ele já assimilou isso em sua personalidade. É nisso que ele acredita, mas na realidade o que ele acha que é real para si é na verdade uma personalidade dada e adquirida.


O que quero argumentar aqui não é fato de que a internet seja uma máquina lobotômica com o intuito de enlouquecer e fazer as pessoas se alto destruírem. Isso qualquer meio massivo pode fazer. O problema é como devemos nos manter perante a fortificação destes meios, pois já que todos os dias somos bombardeados por novas informações e experimentações tanto no mundo real como no cibernético. O que tenho a me expressar é o fato de não deixarmos o fantasioso tomar conta do nosso real. Não esperem um mundo cheio de maravilhas porque este mundo não existe. Tome conta de sua vida. Não deixe os sonhos tomarem conta dela.

*Este artigo foi baseado na obra de Jean Baudrillard - Simulacros & Simulação
- LEIAM!!!